quarta-feira, 27 de junho de 2007

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Quanto mais eu penso em mulheres, em escrever sobre elas, mais algo atávico em mim surge, emerge, com extrema arrogância. Emerge a volúpia, o desenfreio do desejo, penso em seios, quero meter a cara entre pernas sem pudor, abertas a mim sem remorso, quero seios que me alimentem de algo que não é leite, e que não é alimento, mas que me faz viver, pelo menos por hora, pelo menos como motivo de curta duração. Depois terei raiva, de todas elas, maldirei por desinteresse, maldirei por falta de ternura e incompreensão, maldirei pelo muro que separa o que é exclusividade feminina e o que é limitação masculina. Depois não terei mais raiva, e será só uma indiferença cínica e britânica, com uma educação e falsidade européias. E depois de tantos estágios de atuação, depois do primeiro, segundo e terceiro atos, tudo se repetirá, voltarei ao desejo da mulher que se curva a mim em gesto de arco, reclinando-se nua a mim numa reverência invertida, dando-me as costas e o quadril exposto.
Foi assim com Catarina, e Catarina é só um nome mentiroso, coloque aqui dezenas de outros nomes, foram tantas que algum desses nomes provavelmente acertará. Catarina não foi a primeira, nem a última, nem a mais importante, não há nada que a faça verdadeiramente marcante, nem digna de ser narrada, mas é essa desimportância que me faz querer dizer como são as experiências de um homem pouco decente, pouco sensível, cristalizado nos gestos, nos gostos e na ternura. Por que me tornei assim? Não sei. Não me preocupo na improdutiva labuta do escrutínio das neuroses. Não fui acostumado a psicanálise.
Mas digo de Catarina, possuí, como possuí todas, em camas alheias, nunca na minha cama, por uma razão simples, meu quarto sempre está muito empoeirado, e isso não é uma alcova atraente. Apesar que, analisando melhor - e com medo de cair nas análises psicanalíticas - acho que não era só isso. Penso que não podia deixar-lhes tomar pose da minha cama, possuir esse móvel tão simbólico, tomarem a minha cama de assalto, com a vólupia que me tomaram tantas vezes o corpo, seria um atestado de possessão que não permitiria que tivessem. Dou o corpo, pois é inevitável dá-lo, mas a cama, símbolo tanto da minha libído quanto do meu sossego, essa não poderia dar jamais.
E por isso só amei Catarina no mato, em sessões matutinas, as terças e quartas, e as vezes no cinema, nas matinês de sábado.
No cinema sempre se mostrou mais divertido, leve, as matinês sempre tinham poucas pessoas, era um cinema de bairro, cinema esse que as estréias sempre vinham com atraso, as estréias eram velhas de véspera.
Os filmes eram pouco importantes, nunca liguei para as imagens que se passavam na tela, por mais atraentes que fossem, sempre fui com o objetivo da posse voluptuosa, e que, quando tomado pelo desejo da carne, pouca coisa pode desviar nossa atenção. Talvez, só um acidente qualquer ou alguma morte na família desviaria do objetivo incial, algum motivo raro e caro, que, ainda assim, nos faz maldizer o momento inapropriado pra tal fato ter ocorrido, e se, a mãe, a vó, o tio ou o cachorro, não poderiam ter falecido duas horas depois. Pois assim se dá o tesão, sem nem mesmo respeitar o luto. Felizmente no meu tempo com Catarina, ninguém morreu, portanto nunca fui impedido de possuí-la.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Journal

Elenildo João de Souza, 47 anos
vivia em um albergue qualquer
com Elineide Almeida, sua mulher

Era uma terça feira igual
e, para morrer, saltou desesperado
do terceiro andar do Shopping Eldorado

A Polícia não sabe o motivo
para seu suicídio, mas
é só pensar em meses atrás

Estava desempregado mas não justifica
e agora se tornou alguma notícia
uma nota no Jornal do Brasil

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Apocalipse 1:9–11


Eu, João, irmão vosso
e tanto companheiro na aflição
no reino, no Senhor nosso
e de Jesus o Coração


Estava em Patmos, na ilha
pela palavra de Deus
e testemunho de Jesus
uma voz ditou o caminho dos meus
pelo homem da cruz.


Um voz de trombeta insistia a dizer:
"O que vês, escreve-o num livro
e envia a sete igrejas
para o Senhor bel-prazer


e para essa missão te peço
mande primeiro para Éfeso.
A Voz do diretor diz e ardes.
leve a mensagem também a Sardes
A Esmirna mande e tão completo
A Filadélfia e Laodicéia
tenham um rumo certo
por uma grande odisséia.
e Pérgamo, a última
percorrer todo o deserto.".

sábado, 16 de junho de 2007

Rois et Reine

Vamos virar rainha e rei
com a coroa que eu te dei
a gente monta o castelo aqui
no fundo do meu quintal
a gente usa sobra das coisas e enfrenta o mal

uma cadeira vira torre, uma mesa
vira ponte, a toalha um belo vestido
monto um castelo colorido
e um grande arsenal

e o gato vira bruxa, o cão vira dragão
por ti enfrento todos e por dom sebastião

Vem, vou ser Dom Diniz
te mostro a cicatriz
daquela outra menina
ai cretina, que fui infeliz

e de dia
vou com a cristandade enfrentar os mouros
a noite
o teu corpo arde e em você eu morro
e tudo assim
e não saio do meu jardim

com o nosso sangue uma grande dinastia
eu, Dom João, você Dona Maria

e de plástico o meu exército, só pra me exibir
você diz que é brincadeira de mal gosto
eu espero até agosto
pra poder partir.

e enfrento a morte
com Deus e a sorte
até o portão, a contra-gosto
pra me despedir.

sábado, 9 de junho de 2007

As aventuras do detetive Bob Dylan e seu cão Rufus Wainwright.

Era uma noite de 62, o detive Dylan, Bob Dylan, está mais uma noite em seu escritório a ler Rubem Braga e escutar o bom e velho som de Nina Simone. Vivia entediado. O último caso que lhe aparecera havia resolvido em tempo recorde, com muita astúcia. Isso devia fazer com que ganhasse algum prestígio, deveria fazer com que melhorasse a sua reputação. Mas talvez as pessoas não tivessem mais problemas ou desconfianças. Então Bob só espera quando ou aquela loira deslumbrante adentre a porta chorando esperando salvação, ou o Chefe de Polícia solicite a sua esperteza em algum assassinato. Mas não acontecia. Bob só esperava. Imaginava cenas e situações, ansiava colocar seu gênio em prática.
Imagina situações. Era tudo branco, claro, alvo, como a pele de uma adolescente albina.
Uma mulher adentra a porta, ela é loira, morena, as duas coisas juntas, nenhuma dessas coisas. Cabelo curto, longo. O marido desapareceu, o amante morreu, a irmã gêmea se suicidou. Era Jean Harlow, era Diane Keaton, era Penélope Cruz.
Pobre Bob. É sábado a noite. Pospunha indefinidamente a volta pro seu apartamento no East Village. Encontraria Rufus, seu cão da raça Wainwright.
Pobre Bob, alguém devia dizer-lhe pra ser mais pró-ativo. Procurar os crimes na rua, diretamente onde acontecem. Não adianta em nada esperar em seu escritório.
Dez para as três da manhã. Decide ir para o seu apartamento. O disco High Priestess of Soul tinha tanto tocado em loop que não sabia mais qual era a faixa um.
Levantou-se, dirigiu-se a porta, foi então quando...
Foi quando saiu e fechou a porta, sem metáfisica envolvida.
Chegou a frente de seu prédio, era um apartamento bom, tendo em vista seus rendimentos e sua condição de vida. Fora pressente de um empresário, Clovis Bornay, rico atuante da área da moda.
Em frente a seu prédio foi abordado por seu amigo e também porteiro, J. Nicholson.
-Bob, Bob, wait.
-Hi, Jack, what´s up?
-Did you know what just happened with the daughter of Madame Bovary?
-No, I just came now, in this second.
-She was found lay down on her back, dead, with a note, "Ceci n´est pas une decedée"
Bob tinha algum conhecimento em frânces, conhecia uma jovem chamada Edith.
Procuraria Edith pela manhã.


Fim do capítulo 1.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Film

Análise sobre o filme O enigma de Kaspar Hauser, do alemão Werner Herzog, para uma aula qualquer de sociologia.




Cada um por si e Deus contra todos.
ou
Emílio
ou
tentativa
ou
reticências

A sociologia tem um aspecto definidor, ela é um ramo do conhecimento que percebe, ou tenta perceber, semelhanças entre os homens, entre os grupos sociais, semelhanças essas que nos categorizem. Claro, essa é uma definição bastante leviana, imprecisa, generalizante e injusta, mas por enquanto fiquemos com essa definição.
Sempre me pensei como um indivíduo único. Sim, com pleonasmo e tudo. Sempre me vi tomando decisões diferentes daquelas dos meus pares, sempre me achei agir diferente daqueles ao meu redor, tivessem ou não as mesmas condições, não importava, era o diferente. Achava-me mais maduro, possuidor de qualidades que outras pessoas não possuíam. Enfim, mesmo esse parágrafo é como outros tantos parágrafos, dizendo e refletindo desejos e aspirações como tantos fazem e fizeram.
Mesmo a minha história pessoal, única e instranferível, vejo-a como acontece semelhantemente tantas e tantas vezes, todos e todos os dias. Mesmo a minha situação não me singulariza.
Pois bem, o tempo passa e essas impressões de singularidade vagueiam, diminuem. É criada uma consciência de que os tipos se repetem, você passa a classificá-los, de maneira apurada ou não, de maneira justa ou não. Você percebe que mesmo você, em toda sua singularidade, se classifica em um tipo, seja qual ele for. Você possui seu grupo e pouco transita para outros grupos. Julga esses outros grupos, acha-os ruim, julga os seus gostos, suas roupas, enfim, esses definidores de similaridades. Uma similaridade, uma identificação, comprada, mas ainda assim uma identificação.
O enigma de Kaspar Hauser (Jeder fur sich und Gott gegen alle), do alemão Werner Herzog, é sobre Kaspar Hauser, cuja vida é envolta em mistérios. Ele, Kaspar, viveu aproximadamente as duas primeiras décadas de sua vida em uma gruta, sem contato social, não tendo contato verbal com outras pessoas, fato esse que, obviamente, o impede de aprender uma língua, a não ser algumas poucas palavras, como "cavalo", que lhe é ensinada no começo do filme por um anônimo "tratador", na falta de um termo melhor, já que não é educação, no aspecto comumente associado a palavra, aquilo que lhe é dado. Depois de um tempo Kaspar é levado para uma cidade, Nuremberg, e é deixado na praça com uma carta endereçada a um capitão da cidade, explicando parte de sua história. Com ele é achado alguns outros poucos objetos, entre esses objetos alguns que indicavam que pudesse pertencer a uma família nobre.
Kaspar é, então, educado. É ensinado a ele falar e escrever, aprendendo, portanto, uma língua. Aprende ainda uma outra linguagem, a da música. Passa, também, por um processo de socialização, aprende costumes e etiquetas, aprende a portar-se a mesa, veste-se como todos os outros, quando antes mal vestia-se.
Contudo, Kaspar ainda mantém certos traços de sua vida anterior, apresenta dificuldade de comunicação, muitas vezes não conseguindo expressar certas emoções que sente. Não consegue, ainda, definir, por um tempo, com precisão o que é real daquilo que é sonho. Tem uma lógica infantil, lúdica.
Kaspar é a quintessência do bom selvagem, é sempre a alma boa e gentil em contato com o social, cuja influência o corrompe. É sempre tratado como o ser naturalmente bom, cuja lógica infantil tenta entender o mundo em contraposição ao cinismo das pessoas cuja classe social é mais elevada. É o caso de certos personagens, como o nobre que o apresenta na festa como uma curiosidade, fazendo com que sua condição seja apenas um passatempo para "civilizados", ou o padre, se me recordo bem, que tenta ensinar lógica a ele, sempre desrespeitando suas dúvidas sinceras. Sempre os personagens mais pobres ou simples são retratados como bons. É o exemplo da família que o acolhe e o socializa.
É um discurso ainda com esses resquícios, que contrapõem de maneira maniqueísta o ser natural e o ser social, quando somos claramente, e, indubitavelmente, seres naturais e seres sociais, mesmo em uma sociedade primitiva, somos sempre seres relacionais, seja com o que ou quem essas relações. Essa relação dialética entre o ser natural e social é o que nos molda. Somos, ainda, criadores de símbolos, de signos, de significados, justamente para que essa relação se torne mais produtiva, mais próxima, agregadora.
Esses aspectos de nossa convivência, essas singularidades e especialidades de nossa espécie, nos tornam únicos, capazes de registrar a nossa própria história.
Porém, mesmo sendo únicos como espécie, em que medida somos únicos como indivíduos? Como poderíamos perceber isso nos dias de hoje, quando nos definimos por nossas profissões. Quando alguém pergunta "O que você é?" a resposta sempre vem como uma profissão, "sou economista", "sou bibliotecário". Se essa é a maneira como nos definimos, nos inserindo em um grupo, em uma função, como poderíamos, ou poderemos, nos perceber como um ser completo?
Essa talvez seja a grande confusão e incoerência do meu texto. Definimos, ou tentamos definir, ou perceber, a sociedade inteira, ou os processos sociais, tomando por base uma única vida, uma experiência única, individual, sem conseguir trazer a luz do esclarecimento outras tantas situações, justamente por não saber o quão válidas são.
Kaspar Hauser existiu, sua história é exemplar pra entendermos os processos de socialização. A maneira como o contato com o outro nos molda. A maneira como os signos e os símbolos são aprendidos, subjetivados, internalizados.
E a minha singularidade conseguiu criar, com todos esses símbolos que nos é convencionado, esse texto mal ajambrado, mal construído, porém cheio de dúvidas sinceras. Essa, talvez, sendo a maior marca tanto da singularidade, quanto da espécie, a capacidade de questionamento.

domingo, 3 de junho de 2007

Bonheur


A felicidade tem uma característica espantosa. Ela consegue nos fazer sentir desprotegidos. É como se fossemos novamente crianças e, a medida que a felicidade nos alcança, a sensação de vulnerabilidade se instala. A sensação é a de sermos crianças, com um brinquedo novo em mãos, em que a qualquer momento alguém possa vir e roubar-nos o brinquedo, ou a felicidade, sem que nada possamos fazer. Sem as explicações ou racionalizações dos adultos. Sem leis que controlem isso e que punam os culpados. Sem uma ética que dite comportamento. E sem uma moral que condene a perda do sentimento.
Como crianças, voltamos a um estado choroso e desiludido, esperando que os pais nos conforte, mesmo sendo, mesmo alí, inútil. E nos contorcemos em birras.
A felicidade tem esse caratér fugídio. E as vezes o medo de perdê-la é maior que o tanto que a aproveitamos. Somos todos bastante covardes, vendo por esse prisma.

sábado, 2 de junho de 2007

Écrivain


Comecei a ler por um motivo simples. Por esnobismo. Sempre me pareceu coisa de gente de classe o hábito da leitura. Todos aqueles nomes difíceis, todo aquele conhecimento acumulado que mais parecia ferramenta de superioridade ecônomica ou de classe do que algo que seja inteligência ou sabedoria, no sentido de algo que seja realmente útil pra uma existência, sei lá, melhor. Ainda assim, os livros exercem um fascínio estético espantoso, o formato retangular, as folhas sendo uma a uma, ou muitas a muitas, viradas, a idéia de alguém te observando e te admirando de longe, a possibilidade de se esconder atrás de uma capa qualquer e poder observar o ambiente. Quantas vezes aconteceu de o que eu lia ser desimportante, o pé na mesa ou a mão no queixo, a perna cruzada serem mais importantes. A mística que se constrói na sua personalidade quando alguém te associa aos livros que você lê.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Rien

Eu não tenho nada a dizer. Isso é tão nítido, alvo, claro, raro, como a pele de uma adolescente albina. Só terei aos trinta anos, aos cinquenta, aos cinquenta e dois. E isso é bom, isso é bonito. É um acômodo e um privilégio que eu posso me dar. Não tenho teorias, assuntos novos ou banais, temas interessantes, oportunos ou inoportunos. Tenho a leveza de quem não tem assunto e divaga inutilmente. Num sentido bobo e circulante.
Quem aos vinte anos tem assunto? Quem Rimbaud e tem toda a sua obra aos dezessete?
É como se todos os assuntos fossem desimportantes. Direi eu sobre a vida acadêmica? Direi sobre docentes, discentes, sobre o próprio conhecimento? Falarei sobre os bares e as mulheres da vida? Homens bebâdos e mulheres que se dão por pouco. Criarei teorias elaboradas sobre a desestruturação da família como núcleo societal? Vou dizer então do que? Do feminismo, de política, da moda, da noite, de computadores, filmes, cozinhas, garagens, espaçonaves, pedras, leis de trânsito, tribos africanas, espécies de algas, cores RGB, fabricação de cd´s, confecção de cuecas?
Digo do que vejo então. Que é pequeno e mesquinho, mas é meu.
Vejo um copo, é de vidro e transparente.

Écrivain

Penso que escrever seja um trabalho de velhos. E mais, um trabalho de velhos e sábios. Um trabalho só bem feito depois de muitos anos andados e muitas páginas lidas, mais do que escritas. Mas talvez chegarei a velhice sem ter nada a dizer, e chegue a ler muito sem saber reproduzir ou criar. Talvez eu envelheça e leia sem o privelégios dos dois. Serei um velho mudo, como todos os velhos mudos, e que não dizem nada cotidianamente. Também não terei a sabedoria. Sabedoria essa de escritor que não é sabedoria. Não é ser Platão, Buda, Averrois ou Jesus Cristo. Essa sabedoria tem pouco de prática, pouco ensina e muito inventa daquilo que vê. É anti-sabedoria, é anti-explicativa e amoral. Então, agora, sei que essa sabedoria não é na verdade uma sabedoria, e sei também que essa idade advinda da vivência também não é necessária ser vivida. Então como se envelhece para se adquirir voz e como se adquire sabedoria pra manifestar conteúdo?
Fosse a velhice unicamente uma idiossincrassia e eu há muito era velho, fosse a sabedoria um acúmulo de páginas, então em muito seria sábio, mas a minha vida continua um tropeço de desatenções, malentenções, enganos e tragédias cotidianas, cumulativas todas para a minha futura velhice. Aquela que talvez depois de meio século eu escreva sabedorias, sabedorias essas que não explicam nada e não ajudam ninguém. Essas sim o caminho para a literatura, a injustificação.