Comecei a ler por um motivo simples. Por esnobismo. Sempre me pareceu coisa de gente de classe o hábito da leitura. Todos aqueles nomes difíceis, todo aquele conhecimento acumulado que mais parecia ferramenta de superioridade ecônomica ou de classe do que algo que seja inteligência ou sabedoria, no sentido de algo que seja realmente útil pra uma existência, sei lá, melhor. Ainda assim, os livros exercem um fascínio estético espantoso, o formato retangular, as folhas sendo uma a uma, ou muitas a muitas, viradas, a idéia de alguém te observando e te admirando de longe, a possibilidade de se esconder atrás de uma capa qualquer e poder observar o ambiente. Quantas vezes aconteceu de o que eu lia ser desimportante, o pé na mesa ou a mão no queixo, a perna cruzada serem mais importantes. A mística que se constrói na sua personalidade quando alguém te associa aos livros que você lê.
sábado, 2 de junho de 2007
Écrivain
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