Era uma noite de 62, o detive Dylan, Bob Dylan, está mais uma noite em seu escritório a ler Rubem Braga e escutar o bom e velho som de Nina Simone. Vivia entediado. O último caso que lhe aparecera havia resolvido em tempo recorde, com muita astúcia. Isso devia fazer com que ganhasse algum prestígio, deveria fazer com que melhorasse a sua reputação. Mas talvez as pessoas não tivessem mais problemas ou desconfianças. Então Bob só espera quando ou aquela loira deslumbrante adentre a porta chorando esperando salvação, ou o Chefe de Polícia solicite a sua esperteza em algum assassinato. Mas não acontecia. Bob só esperava. Imaginava cenas e situações, ansiava colocar seu gênio em prática.
Imagina situações. Era tudo branco, claro, alvo, como a pele de uma adolescente albina.
Uma mulher adentra a porta, ela é loira, morena, as duas coisas juntas, nenhuma dessas coisas. Cabelo curto, longo. O marido desapareceu, o amante morreu, a irmã gêmea se suicidou. Era Jean Harlow, era Diane Keaton, era Penélope Cruz.
Pobre Bob. É sábado a noite. Pospunha indefinidamente a volta pro seu apartamento no East Village. Encontraria Rufus, seu cão da raça Wainwright.
Pobre Bob, alguém devia dizer-lhe pra ser mais pró-ativo. Procurar os crimes na rua, diretamente onde acontecem. Não adianta em nada esperar em seu escritório.
Dez para as três da manhã. Decide ir para o seu apartamento. O disco High Priestess of Soul tinha tanto tocado em loop que não sabia mais qual era a faixa um.
Levantou-se, dirigiu-se a porta, foi então quando...
Foi quando saiu e fechou a porta, sem metáfisica envolvida.
Chegou a frente de seu prédio, era um apartamento bom, tendo em vista seus rendimentos e sua condição de vida. Fora pressente de um empresário, Clovis Bornay, rico atuante da área da moda.
Em frente a seu prédio foi abordado por seu amigo e também porteiro, J. Nicholson.
-Bob, Bob, wait.
-Hi, Jack, what´s up?
-Did you know what just happened with the daughter of Madame Bovary?
-No, I just came now, in this second.
-She was found lay down on her back, dead, with a note, "Ceci n´est pas une decedée"
Bob tinha algum conhecimento em frânces, conhecia uma jovem chamada Edith.
Procuraria Edith pela manhã.
Fim do capítulo 1.
Imagina situações. Era tudo branco, claro, alvo, como a pele de uma adolescente albina.
Uma mulher adentra a porta, ela é loira, morena, as duas coisas juntas, nenhuma dessas coisas. Cabelo curto, longo. O marido desapareceu, o amante morreu, a irmã gêmea se suicidou. Era Jean Harlow, era Diane Keaton, era Penélope Cruz.
Pobre Bob. É sábado a noite. Pospunha indefinidamente a volta pro seu apartamento no East Village. Encontraria Rufus, seu cão da raça Wainwright.
Pobre Bob, alguém devia dizer-lhe pra ser mais pró-ativo. Procurar os crimes na rua, diretamente onde acontecem. Não adianta em nada esperar em seu escritório.
Dez para as três da manhã. Decide ir para o seu apartamento. O disco High Priestess of Soul tinha tanto tocado em loop que não sabia mais qual era a faixa um.
Levantou-se, dirigiu-se a porta, foi então quando...
Foi quando saiu e fechou a porta, sem metáfisica envolvida.
Chegou a frente de seu prédio, era um apartamento bom, tendo em vista seus rendimentos e sua condição de vida. Fora pressente de um empresário, Clovis Bornay, rico atuante da área da moda.
Em frente a seu prédio foi abordado por seu amigo e também porteiro, J. Nicholson.
-Bob, Bob, wait.
-Hi, Jack, what´s up?
-Did you know what just happened with the daughter of Madame Bovary?
-No, I just came now, in this second.
-She was found lay down on her back, dead, with a note, "Ceci n´est pas une decedée"
Bob tinha algum conhecimento em frânces, conhecia uma jovem chamada Edith.
Procuraria Edith pela manhã.
Fim do capítulo 1.
Um comentário:
bob e sua apatica gaita.
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