A felicidade tem uma característica espantosa. Ela consegue nos fazer sentir desprotegidos. É como se fossemos novamente crianças e, a medida que a felicidade nos alcança, a sensação de vulnerabilidade se instala. A sensação é a de sermos crianças, com um brinquedo novo em mãos, em que a qualquer momento alguém possa vir e roubar-nos o brinquedo, ou a felicidade, sem que nada possamos fazer. Sem as explicações ou racionalizações dos adultos. Sem leis que controlem isso e que punam os culpados. Sem uma ética que dite comportamento. E sem uma moral que condene a perda do sentimento.
Como crianças, voltamos a um estado choroso e desiludido, esperando que os pais nos conforte, mesmo sendo, mesmo alí, inútil. E nos contorcemos em birras.
A felicidade tem esse caratér fugídio. E as vezes o medo de perdê-la é maior que o tanto que a aproveitamos. Somos todos bastante covardes, vendo por esse prisma.
Um comentário:
ouvi de especialistas:
é medo de ser feliz.
a buzina. tenho de ir :*
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