sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

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É uma inteligência de corpo, é uma inteligência do corpo.
É a inteligência dos olhos verdes, do cabelo amarelo e do rosto vermelho. É a inteligência que me confunde.
Mexe-se como quem sempre se mexeu e o que diz se traduz naquilo que o corpo dela diz, não como a voz soa, na maneira como diz coisas feias mas senta no meu corpo, como diz que quer distância e se traduz tão próxima de mim, que é quente, que tem o ventre quente.
Me diz coisas tão bonitas e tão horríveis que eu não tenho idéia de que pessoa eu estou lidando, de quem está na minha frente, me deixando descalço por mais que eu tente.
É um rosto e um olho tão grandes numa atriz tão grande que eu às vezes acho que sabe exatamente como eu vou reagir e que gosta da minha previsibilidade. E não passo de previsível.
É uma inteligência do corpo, inteligência essa que não sei enfrentar. Todas as palavras que digo tem algo de inútil e leviano, algum comprometimento que se torna desimportante pra essa inteligência universal, todas as respostas do mundo são dadas e eu não consigo ficar calado.
Enquanto isso eu tento traduzir o quadril e o rosto e o gesto e o abraço que me dão alguma coisa como resposta e que eu insisto em perguntar.

3 comentários:

Sah Fabri disse...

voltei com meu blog
voltei com minhas vontades
voltei de vc
;)
;*

a.fernandes disse...

voce nao disse.

Milla.Yoga disse...

Mto bom este texto! Incrível rendição masculina.