Para escrever uma poesia imagino que primeiro se precise de um assunto, um tema, um mote. Através disso se tem motivo, uma razão, pra escrever, algo que te impele ao ofício, a labuta. Depois se deve ter algum tipo de método, de técnica, de jeito, de modo, senão lá se vai pelo caminho o esforço recém começado. Deve, imagino, o poeta entender de rima, de versificação, de métrica, da estrutura toda. Imagino que escrever qualquer poesia é ter que conhecer toda poesia da história, da poesia épica a amorosa, da laudatória a de escárnio, de Homero a Ovídio, de Bocage a Walt Witman, de Quintana, Baudelaire e Ezra Pound a qualquer senhor que canta num bar as dores de corno e de amar.
Depois da lição e do aprendizado da poesia, se vai o esforço hercúleo, aditivante e adverbial da construção frasal. Todo o amor do mundo, toda a tristeza da história, a delícia da noite, o desencanto da perda, as maravilhas da aventura e as graças da conquista, tudo tão necessário para a construção de uma boa poesia.
Isso faz com que esse não seja ofício de desavisados, não faz com que o despreparado aedo modesto, de um canto qualquer em um lugar qualquer, triste ou feliz por qualquer motivo, possa ou deva se aventurar na divina criação poética.
Mas um desavisado rapsodo se aventura, e, mesmo com anacronismos e arcaísmos de mini-enciclopédias e manuais de banca, tenta dizer vontades, e amores, e, às vezes, felicidades impossíveis de se conter. Daí do peito a forma são ditos e rimados amores com temores, desejos com ensejos, abacate com tomate, e com vontade de tudo.
E toda a pobreza sincera é transmitida, e um amor é eternizado num versinho bobo, numa idéia de senhora que dura até um dia de Reis distante. E assim o verso dura mais que um amor, que uma vida, que um Império, até o limite do idioma e da vontade que o concebeu.
Depois da lição e do aprendizado da poesia, se vai o esforço hercúleo, aditivante e adverbial da construção frasal. Todo o amor do mundo, toda a tristeza da história, a delícia da noite, o desencanto da perda, as maravilhas da aventura e as graças da conquista, tudo tão necessário para a construção de uma boa poesia.
Isso faz com que esse não seja ofício de desavisados, não faz com que o despreparado aedo modesto, de um canto qualquer em um lugar qualquer, triste ou feliz por qualquer motivo, possa ou deva se aventurar na divina criação poética.
Mas um desavisado rapsodo se aventura, e, mesmo com anacronismos e arcaísmos de mini-enciclopédias e manuais de banca, tenta dizer vontades, e amores, e, às vezes, felicidades impossíveis de se conter. Daí do peito a forma são ditos e rimados amores com temores, desejos com ensejos, abacate com tomate, e com vontade de tudo.
E toda a pobreza sincera é transmitida, e um amor é eternizado num versinho bobo, numa idéia de senhora que dura até um dia de Reis distante. E assim o verso dura mais que um amor, que uma vida, que um Império, até o limite do idioma e da vontade que o concebeu.
4 comentários:
até parece que voce sabe escrever poesia..
pra que tanta perfeição...
a saudade é nosso ofício
feito do riso vicío
colante em mim
venho por meio deste reafirmar que você me deve um texto
e
os comentários que vc faz no meu blog como "eu" é pra privar sua superficial pessoa e ditos?
aiuehuiaehhaeuiaheuhae
¬¬
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