Comigo você falará sua alma toda, mesmo em silêncio. Eu falarei um dia minha alma toda, e nós não nos esgotaremos porque a alma é infinita. E além disso temos dois corpos que nos será um prazer alegre, mudo, profundo. A alma, ainda, é alguma coisa, um momento, a alma é o brevíssimo instante que se sente, a alma é o beijo enquanto tudo além do beijo, é a perda de fôlego, é o chão que some aos pés, é a Providência, tudo, menos o beijo em si. O beijo não é o contado de lábios, encontro de bocas, estrutura composta por dentes, lábios superior e inferior, palato, língua. O beijo também não é a idéia de beijo, não é a estrutura ou a lei que a rege. O beijo não é mesmo o ato ou síntese do momento apaixonado. Ele é a falta de chão, é a impossibilidade da explicação. Não é possível explicar, portanto, o momento, ou a alma que a sente. E nesses momentos se encontra a alma.
E chegará um dia, também, que iremos desistir de dizer a alma, toda ela ou alguma, por motivos vários.
E chegará um dia, também, que iremos desistir de dizer a alma, toda ela ou alguma, por motivos vários.
Um comentário:
e é de tirar o fòlego, gostei mto
gosto do que gosto!
beijo!
:)
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