terça-feira, 8 de maio de 2007

Monumento as bandeiras.

Querido Manuel,
quanto tempo não nos falamos. já se passam alguns anos, não? A última vez foi naquela madrigal muito engraçado, imediatamente depois daquela nota de jornal.
A questão é que hoje tenho uma câmera. Sim, uma câmera, e tiro fotos por aí. Mesmo eu tendo mais trabalho revelando o filme do que tirando as fotos. E tudo anda tão igual. Coisa ruim de dizer um fotógrafo. Claro que você me entende, sei que sim. A sua vista pro Beco é a mesma minha cotidianamente vista no ônibus. Coisa a toa.
Mas ando muito tranqueira, um nó todo, cabelo piaçava. Nem me reconheceria. Nem eu nem você.
Enfim, imagino a relevância de coisas escritas a mortos, lidos por ninguém. Muita coisa mudou, você continua o mesmo.


Saudades de ti, Manuel.



Denis.

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