O seu sorriso é puro como uma analogia mal feita
e sempre que você se deita eu compartilho meu futuro
e com seu sussuro nosso destino se estreita
enfeita os desvarios desse nosso torto rumo.
No fundo a verdade nos espreita
as dificuldades pra descoberta desse outro mundo
e enquanto meu corpo te esquenta,
nossa realidade se alimenta e em você eu durmo.
E quando essa realidade se aproveita,
e a distância faz que acertemos nosso prumo,
como chumbo, o que é fato se ajeita.
Assim, os desejos, que antes em cima do muro,
se tornam covardes e, depois, desfeita
do sonho de antes, acorde, eu durmo.
Um comentário:
gostei desse, merece um new fusca.
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