Em um mundo perfeito... não sei pensar mundos perfeitos, vejo graça em tudo, até no desastre. Sei que esse mundo não é a melhor das possibilidades, mas vejo graça no asfalto e nas mulheres que se dão por pouco, homens sem dignidade e sem cabelo batendo na porta da casa da dona Maria desesperados prometendo que nunca mais vai acontecer. Vejo beleza também numa tristeza mansa em alguém quer perdeu um amor da vida inteira da semana passada. Vejo graça numa felicidade de uma pessoa velha num balanço. Vejo graça em uma conversa de bar e um gole de álcool e um carinho pequeno. Vejo graça numa lua dividida sentados com a bunda cheia de areia. Esse mundo é um mundo ideal, é só desistirmos das nossas fantasias todas, ou parte delas. O real, o possível, o tangível, é tão delicioso. A possibilidade do toque é melhor que o toque, porque o toque não é a expectativa ou a idéia.
Um amor não pode durar uma vida, porque não é, e não pode ser, todos os nossos ideais. Não pode ser todos os nossos desejos de felicidade. Mas cada pedaço de felicidade pura é o suficiente. Uma coisa como a surpresa inocente do momento. Não sei dizer mundos ideais, mas desejo um mundo ideal e próprio divido, e que animais e concreto possam existir, e que desejo e volúpia possam se dar com a inocência de uma amarelinha ou de pular cordas.
Eu me vejo inocente e longe, em meio a tintas, e um mundo ideal é feito de tintas, é a minha melhor descrição.
Banhos longos, obrigação pouca, felicidade mansa, coração alheio, paredes e chãos de tinta, e um sorriso e felicidade divididas.
domingo, 13 de maio de 2007
Drôle
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Um comentário:
as possibilidades sempre serão melhor que as coisas propriamente ditas, pq elas duram. as coisas não.
bejos and a touch of lemon
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