segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sonnet

O seu sorriso é puro como uma analogia mal feita
e sempre que você se deita eu compartilho meu futuro
e com seu sussuro nosso destino se estreita
enfeita os desvarios desse nosso torto rumo.


No fundo a verdade nos espreita
as dificuldades pra descoberta desse outro mundo
e enquanto meu corpo te esquenta,
nossa realidade se alimenta e em você eu durmo.


E quando essa realidade se aproveita,
e a distância faz que acertemos nosso prumo,
como chumbo, o que é fato se ajeita.


Assim, os desejos, que antes em cima do muro,
se tornam covardes e, depois, desfeita
do sonho de antes, acorde, eu durmo.

Um comentário:

Sah Fabri disse...

gostei desse, merece um new fusca.